Então, acabou acontecendo!
Eu estava muito fragilizada, porque a cada briga nossa por causa de detalhes de minha rotina que eu esquecia de contar ele terminava tudo, dizendo que eu não sabia amá-lo, não correspondia à sua dedicação, etc. Isso me derrubava, porque num dia ele me colocava em um pedestal e no dia seguinte ele me tirava de sua vida com um e-mail longo e furioso.
Reencontrei meu ex-namorado, que vivia me assediando, saímos, conversa vai, conversa vem, e o H. já havia dito tantas vezes que isso seria muito natural e compreensível... rolou!
Nosso trato, meu e de H., era sempre contar tudo um ao outro, e esse acordo isso era reforçado todos os dias. Assim, contei a ele o que aconteceu...
Mesmo sem vê-lo, podia perceber que ele estava lívido, arrasado, enfurecido enquanto me escrevia.
Terminou tudo, dizendo que eu ferira sua dignidade masculina. Quando lembrei a ele toda a compreensão que ele havia demonstrado e as propostas (absurdas) que fizera, ele me disse que não era bem assim. Isso exigiria que tivéssemos feito um acordo prévio a esse respeito.
Terminamos -- mas a história não acabou. Depois de uns dias, ele propôs que continuássemos amigos e eu topei.
As mensagens agora eram mais superficiais, mais profissionais. Discutíamos literatura, ele me mandava os textos que está escrevendo, eu opinava. Eu pedia algum conselho sobre um trabalho, trocávamos idéias.
Aos poucos, voltaram a surgir mensagens subliminares, meio em tom de brincadeira.
Uma vez, por exemplo, mandei uma mensagem de manhã e disse que eu acordara meio tarde e me sentia um pouco cansada. Ele respondeu que da próxima vez eu deveria fazer um sexo mais light antes de dormir. Eu ri, achei que fosse uma piada de dois amigos...
Entre uma e outra dessas brincadeiras, as mensagens foram se tornando mais afetuosas, mas ainda em tom de amizade.
Para não dar motivo para novas cenas de ciúme, e para marcar bem a situação como de amizade, eu não contava muito sobre o meu dia e às vezes ficava um dia sem escrever.
Mas mesmo assim havia um certo acompanhamento da rotina um do outro, embora com menos detalhes. Em um certo momento, vi que eu estava me acostumando demais àquela comunicação, que estava tudo muito vivo ainda.
Então, lhe escrevi um longo e-mail falando de meus sentimentos, retomando as nossas brigas, dizendo que tudo aquilo não fazia muito sentido, já que nos gostávamos de verdade. Era, de uma forma ou de outra, uma carta de amor.
Mas eu sabia que não daria para continuar. Assim, pedi que nos afastássemos por um tempo, até que os sentimentos se acalmassem e pudéssemos ter uma amizade mais tranquila.
O e-mail que ele me mandou em seguida e minha resposta a essa mensagem formam o capítulo final. Nele tudo fica claro.
Eu estava muito fragilizada, porque a cada briga nossa por causa de detalhes de minha rotina que eu esquecia de contar ele terminava tudo, dizendo que eu não sabia amá-lo, não correspondia à sua dedicação, etc. Isso me derrubava, porque num dia ele me colocava em um pedestal e no dia seguinte ele me tirava de sua vida com um e-mail longo e furioso.
Reencontrei meu ex-namorado, que vivia me assediando, saímos, conversa vai, conversa vem, e o H. já havia dito tantas vezes que isso seria muito natural e compreensível... rolou!
Nosso trato, meu e de H., era sempre contar tudo um ao outro, e esse acordo isso era reforçado todos os dias. Assim, contei a ele o que aconteceu...
Mesmo sem vê-lo, podia perceber que ele estava lívido, arrasado, enfurecido enquanto me escrevia.
Terminou tudo, dizendo que eu ferira sua dignidade masculina. Quando lembrei a ele toda a compreensão que ele havia demonstrado e as propostas (absurdas) que fizera, ele me disse que não era bem assim. Isso exigiria que tivéssemos feito um acordo prévio a esse respeito.
Terminamos -- mas a história não acabou. Depois de uns dias, ele propôs que continuássemos amigos e eu topei.
As mensagens agora eram mais superficiais, mais profissionais. Discutíamos literatura, ele me mandava os textos que está escrevendo, eu opinava. Eu pedia algum conselho sobre um trabalho, trocávamos idéias.
Aos poucos, voltaram a surgir mensagens subliminares, meio em tom de brincadeira.
Uma vez, por exemplo, mandei uma mensagem de manhã e disse que eu acordara meio tarde e me sentia um pouco cansada. Ele respondeu que da próxima vez eu deveria fazer um sexo mais light antes de dormir. Eu ri, achei que fosse uma piada de dois amigos...
Entre uma e outra dessas brincadeiras, as mensagens foram se tornando mais afetuosas, mas ainda em tom de amizade.
Para não dar motivo para novas cenas de ciúme, e para marcar bem a situação como de amizade, eu não contava muito sobre o meu dia e às vezes ficava um dia sem escrever.
Mas mesmo assim havia um certo acompanhamento da rotina um do outro, embora com menos detalhes. Em um certo momento, vi que eu estava me acostumando demais àquela comunicação, que estava tudo muito vivo ainda.
Então, lhe escrevi um longo e-mail falando de meus sentimentos, retomando as nossas brigas, dizendo que tudo aquilo não fazia muito sentido, já que nos gostávamos de verdade. Era, de uma forma ou de outra, uma carta de amor.
Mas eu sabia que não daria para continuar. Assim, pedi que nos afastássemos por um tempo, até que os sentimentos se acalmassem e pudéssemos ter uma amizade mais tranquila.
O e-mail que ele me mandou em seguida e minha resposta a essa mensagem formam o capítulo final. Nele tudo fica claro.
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