sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O amor pode ser perigoso - parte IV

As conversas por msn e por e-mail esquentavam... Sabe aquela fase da paixão em que o corpo fica em fogo?
Eu queria muito marcar um novo encontro, e propus isso diversas vezes. A princípio ele topou, mas depois começou a inventar desculpas. Primeiro foram os compromissos de final de ano -- ele até me mandou por e-mail um dos convites para um coquetel que recebera, enviado diretamente por uma figura política de muita projeção em sua cidade.
Depois vieram outras desculpas. Algum tempo depois eu percebi que começava aí a montagem da armadilha.
Ao mesmo tempo em que evitava marcar um encontro comigo, ele se dizia preocupado com a minha solidão, "uma mulher tão quente como você, como vai fazer sem companhia, com toda a nossa distância?".
Me propôs, pasme, que cada um de nós tivesse um namorado em sua cidade, uma pessoa "de confiança", apenas para que não ficássemos muito sós e pudéssemos ter uma vida sexual "saudável". Achei isso um absurdo!! "De jeito nenhum, vamos resolver nossa vida de outro jeito, não aceito isso." Disse a ele que sou mulher de um homem só, e esse é um traço da minha conduta que não consigo mudar. Não por moralismo, mas porque quando estou com alguém eu me dedico tanto, que não sobra nada pra dividir com outro.
Ele gostou do que eu disse, mas mesmo assim continuava insistindo.
Me dizia que seria natural que eu tivesse outra pessoa, que poderia contar tudo a ele sem problemas, ele entendia as nossas dificuldades. Eu achava isso muito compreensivo da parte dele, mas não tinha o menor interesse em conhecer outra pessoa.
Acontece que ele estava decidido a me jogar nos braços de outro.

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