Esta semana terminou em minha vida uma história de amor que bem poderia ter acabado em tragédia. Fui ingênua, descuidada, me debruçava sobre o teclado do computador várias horas por dia sem perceber que do outro lado havia uma pessoa bem diferente daquilo que eu imaginava.
Já vi muitos filmes de suspense, daqueles bem "cerebrais", que mostram as complexas operações mentais que caracterizam a paranóia. Mas nunca tinha vivido uma história semelhante, até que conheci H. Me lembrei muito do filme "Dormindo com o inimigo", mas acho que a minha história daria um filme muito melhor...
O primeiro encontro foi apenas formal, a pretexto de uma pesquisa, numa visita que fiz à cidade em que ele vive.
Continuamos conversando por e-mail e descobrimos muitas coisas em comum. Vimos possibilidades muito fortes de uma relação bonita, verdadeira. Tivemos então dois outros encontros, em duas viagens que fiz a sua cidade: a primeira a passeio com uma amiga, quando dei uma fugidinha de algumas horas para ficar com ele. A segunda especialmente para ficarmos juntos por alguns dias. Esses encontros "presenciais" foram maravilhosos, inesquecíveis. Não preciso dar detalhes, mas basta dizer que foi uma lua-de-mel como toda mulher sonha ter. Fui tratada como uma rainha!
Mas durou poucos dias, e tive que voltar a minha cidade, meu trabalho, minhas atividades.
Nossa correspondência, depois desses momentos, ficou ainda mais intensa.
Nós dois trabalhamos no micro, e ficava fácil nos falarmos o tempo todo. Ele me dizia o que estava fazendo, onde tinha ido e o que iria fazer depois. Perguntava sobre o meu dia, se interessava por tudo o que dizia respeito a mim. Eu achava isso lindo, estava encantada: cada um em uma capital, mas mesmo com a distância passávamos o dia "juntos".
Aos poucos, as conversas foram se tornando cada vez mais detalhadas. Ele me mandava longos e-mails no decorrer do dia, com detalhes absurdamente minuciosos. Contava se tinha dormido bem e quantas horas, a que horas havia levantado. (Se por acaso tivesse despertado durante a noite, me contava o que tinha feito nesse tempo.) Contava o que estava vestindo naquele momento, como estava o céu em sua cidade, qual era a temperatura, o que iria preparar para o café da manhã e cada um de seus compromissos marcados para o dia.
Se tivesse um almoço com um colega, por exemplo, ao voltar me contava quais tinham sido os temas da conversa, o que ele havia comido e bebido desde o aperitivo até a sobremesa, inclusive se a bebida e o doce eram light.
Estranhei um pouco, mas continuava achando um modo muito amoroso de nos mantermos próximos. E tentava corresponder, contando o mais detalhadamente possível sobre minha rotina.
Nem imaginei que poderia haver outro sentido para aquele interesse.
Já vi muitos filmes de suspense, daqueles bem "cerebrais", que mostram as complexas operações mentais que caracterizam a paranóia. Mas nunca tinha vivido uma história semelhante, até que conheci H. Me lembrei muito do filme "Dormindo com o inimigo", mas acho que a minha história daria um filme muito melhor...
O primeiro encontro foi apenas formal, a pretexto de uma pesquisa, numa visita que fiz à cidade em que ele vive.
Continuamos conversando por e-mail e descobrimos muitas coisas em comum. Vimos possibilidades muito fortes de uma relação bonita, verdadeira. Tivemos então dois outros encontros, em duas viagens que fiz a sua cidade: a primeira a passeio com uma amiga, quando dei uma fugidinha de algumas horas para ficar com ele. A segunda especialmente para ficarmos juntos por alguns dias. Esses encontros "presenciais" foram maravilhosos, inesquecíveis. Não preciso dar detalhes, mas basta dizer que foi uma lua-de-mel como toda mulher sonha ter. Fui tratada como uma rainha!
Mas durou poucos dias, e tive que voltar a minha cidade, meu trabalho, minhas atividades.
Nossa correspondência, depois desses momentos, ficou ainda mais intensa.
Nós dois trabalhamos no micro, e ficava fácil nos falarmos o tempo todo. Ele me dizia o que estava fazendo, onde tinha ido e o que iria fazer depois. Perguntava sobre o meu dia, se interessava por tudo o que dizia respeito a mim. Eu achava isso lindo, estava encantada: cada um em uma capital, mas mesmo com a distância passávamos o dia "juntos".
Aos poucos, as conversas foram se tornando cada vez mais detalhadas. Ele me mandava longos e-mails no decorrer do dia, com detalhes absurdamente minuciosos. Contava se tinha dormido bem e quantas horas, a que horas havia levantado. (Se por acaso tivesse despertado durante a noite, me contava o que tinha feito nesse tempo.) Contava o que estava vestindo naquele momento, como estava o céu em sua cidade, qual era a temperatura, o que iria preparar para o café da manhã e cada um de seus compromissos marcados para o dia.
Se tivesse um almoço com um colega, por exemplo, ao voltar me contava quais tinham sido os temas da conversa, o que ele havia comido e bebido desde o aperitivo até a sobremesa, inclusive se a bebida e o doce eram light.
Estranhei um pouco, mas continuava achando um modo muito amoroso de nos mantermos próximos. E tentava corresponder, contando o mais detalhadamente possível sobre minha rotina.
Nem imaginei que poderia haver outro sentido para aquele interesse.
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