
Esta estória poderia acontecer em qualquer lugar do mundo real ou dos filmes. Qualquer lugar que tenha trens , ônibus ou aviões. Qualquer lugar que durante um espaço de tempo você convive com algumas pessoas que nunca viu. Poderia até ser em uma fila de banco ou na sala de espera do dentista. Enfim…a falta de assunto, a espera aliadas ao acaso, podem te levar a conhecer pessoas diferentes que passam e que, por algumas vezes, ficam mais tempo que a gente esperava…
Comigo aconteceu assim: estava eu viajando sozinha por terras peruanas, sem pensar em amores, sem procurar ninguém, sem nenhuma inspiração para viver qualquer tipo de aventura.Porém, o acaso nos traz algumas surpresas… Depois de passar por cidades que não fazem parte da rota turística comum (como Puno, que, fora as ilhas flutuantes do Titicaca, mais parece uma João Monlevade ou uma Manhuaçu peruana) me rendi a um dos pontos mais procurados na América Latina : Machu Picchu. E assim, sem muitas expectativas nem mesmo em relação à cultuada cidade inca, embarquei no trem.
No balanço do trem, rodeada por um cenário maravilhoso, conheci R. : um moço polonês ultra mega simpático e lindo. E assim embarcamos numa conversa animada até Machu Picchu. Combinamos então de fugir do local programado por todos para almoçar e descobrimos um restaurante muito mais interessante e vazio no vilarejo onde se pega o trem de volta, onde também o assunto não acabava....
E foi nesse trem da volta que aconteceu o esperado desde a ida: beijos calorosos, cinematográficos. Na chegada em Cusco, com o coração dividido pela alegria do encontro e a tristeza da despedida que sabíamos ser definitiva (afinal, a Polônia não é logo ali…), embarquei no ônibus de volta para La Paz, com telefones e endereço da Polônia e a promessa de R. de me ligar.
Amores de trem são deliciosos, mas são casos passageiros, são feitos de encontros, mas principalmente de despedidas. Só rendem alguma coisa nos filmes água com açúcar de Hollywood. Era o que eu pensava na viagem de volta. Mas R. me provou que, felizmente, eu poderia estar enganada… (continua em outro post)
Arquivo abaixo: ambiente sonoro sugerido : Tam-tam Poema de Aimé Césaire - Ed। Gallimard Música, arranjo e vozes: Fréderic Pagés
Comigo aconteceu assim: estava eu viajando sozinha por terras peruanas, sem pensar em amores, sem procurar ninguém, sem nenhuma inspiração para viver qualquer tipo de aventura.Porém, o acaso nos traz algumas surpresas… Depois de passar por cidades que não fazem parte da rota turística comum (como Puno, que, fora as ilhas flutuantes do Titicaca, mais parece uma João Monlevade ou uma Manhuaçu peruana) me rendi a um dos pontos mais procurados na América Latina : Machu Picchu. E assim, sem muitas expectativas nem mesmo em relação à cultuada cidade inca, embarquei no trem.
No balanço do trem, rodeada por um cenário maravilhoso, conheci R. : um moço polonês ultra mega simpático e lindo. E assim embarcamos numa conversa animada até Machu Picchu. Combinamos então de fugir do local programado por todos para almoçar e descobrimos um restaurante muito mais interessante e vazio no vilarejo onde se pega o trem de volta, onde também o assunto não acabava....
E foi nesse trem da volta que aconteceu o esperado desde a ida: beijos calorosos, cinematográficos. Na chegada em Cusco, com o coração dividido pela alegria do encontro e a tristeza da despedida que sabíamos ser definitiva (afinal, a Polônia não é logo ali…), embarquei no ônibus de volta para La Paz, com telefones e endereço da Polônia e a promessa de R. de me ligar.
Amores de trem são deliciosos, mas são casos passageiros, são feitos de encontros, mas principalmente de despedidas. Só rendem alguma coisa nos filmes água com açúcar de Hollywood. Era o que eu pensava na viagem de volta. Mas R. me provou que, felizmente, eu poderia estar enganada… (continua em outro post)
Arquivo abaixo: ambiente sonoro sugerido : Tam-tam Poema de Aimé Césaire - Ed। Gallimard Música, arranjo e vozes: Fréderic Pagés
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